Afinal, quem ousaria desafiar o tempo?
Talvez a resposta seja Messi. Mais claramente nas duas últimas temporadas, ele nos fez viver cada uma destas sensações, num indicativo de que nem ele estava imune ao avanço dos anos. Mesmo em 2021, quando tirou das costas o peso de um país inteiro ao ganhar a Copa América e, em novembro, ganhou a Bola de Ouro meses antes de ficar em segundo lugar no prêmio da Fifa, era possível detectar avisos de que o mais recomendável era desfrutar de Messi enquanto havia tempo. Porque, no fundo, estávamos vivendo uma contagem regressiva e devíamos nos conformar com ela.
É verdade que o maior jogador a que as últimas gerações assistiram não deixou de fazer gols. Em 2021, por exemplo, foram 43 entre Barcelona e PSG. Mas o que acontece agora é algo distinto e, ao mesmo tempo, aterrorizante para os adversários a semanas de uma Copa do Mundo. Voltou a aparecer, com uma frequência que parecia irrecuperável, a arrancada com a bola colada aos pés, a troca de direção, o aparente deslizar entre defensores impotentes. Se o passe final e a finalização precisa raramente deixaram de fazer parte do futebol de Messi, agora ele está leve. Em todos os sentidos.
POR: Carlos Eduardo Mansur/GE




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