Segundo o colunista Thiago Bokel, um dos ídolos do lendário time de 1982 vai para o sexto Mundial como comentarista. A seleção de 1982 encantou o mundo, embalada pelo samba “Povo Feliz”, popularmente ficou conhecido como “Voa, Canarinho”. Meses antes do torneio, a música foi gravada na voz de Junior e virou tema daquela campanha.
O pandeiro e a bola são objetos que em teoria nem deveriam conversar. Comprovadamente diferentes. Ele voltado à música. Ela, ao esporte. Mas o brasileiro prova há décadas que esses dois elementos foram feitos um para o outro. Nunca tiveram uma ponta para aparar – até porque ambos são circulares. Casamento celebrado na grama, de uma relação que foi referendada pelo povo. Samba e futebol, duas das expressões mais fortes da nossa cultura popular.
A primeira Copa de Júnior na Globo como comentarista foi em 1998, no sportv. Em 2002, permaneceu no canal, ao lado de Luiz Carlos Jr., acompanhando a caminhada do penta. Em 2006, uma pausa na função para viver o torneio como integrante da comissão técnica de Zico no Japão. Despediu-se, inclusive, sendo derrotado pelo Brasil, na terceira rodada da fase de grupos.
Nas últimas três edições – África do Sul, Brasil e Rússia – já fazia parte da equipe da TV Globo nas partidas da Seleção. O Capacete – apelido recebido pela cabeleira black power – já deu uma boa diminuída. O tempo tratou de aparar naturalmente este gramado. O verde e rosa da Mangueira e o verde e amarelo da seleção talvez sejam as únicas combinações de cores capazes de dividir espaço no coração vermelho e preto, que vem desde a bandeira do estado da Paraíba até o Flamengo. Um dos jogadores mais importantes da história de 127 anos do clube comemorada nesta terça-feira, o Maestro é a prova viva de que futebol e samba dão sopa.
FONTE: GE




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