A seleção feminina termina a data Fifa de fevereiro com alguns pontos de interrogação e algumas novidades. Na soma total, Pia Sundhage parece ter saído com algumas certezas e uma delas é que o Brasil ainda peca pela afobação na hora de construir as jogadas no ataque. Os Estados Unidos mostraram na noite da quarta-feira que chance dada é chance aproveitada, uma lição que a Seleção precisa aprender para uma competição como a Copa do Mundo.
A treinadora comentou em sua coletiva logo após a derrota por 2 a 1 para as americanas: a palavra “juntas” é vital no processo não somente quando se defende, mas também quando se ataca. Não será uma ou duas jogadoras que irão mudar o jogo e sim o time todo. Há um caminho longo a se percorrer ainda e as atuais campeãs do mundo mostraram isso ao Brasil.
Mas como passar por seleções em alto nível como essas? O Brasil apontou sinais de que pode alcançar isso. Quando Kerolin acelerou o jogo em parceria com Geyse, a defesa americana foi pega de surpresa e é nisso que a Seleção pode tirar vantagem. Mas, para isso, voltamos à palavra falada por Pia: juntas. Juntas até mesmo para criar espaço no campo para que o jogo ofensivo funcione melhor para quem chega à frente. O sistema deve funcionar por música e aí também entra a técnica como personagem. As constantes trocas de escalação até mesmo no esqueleto básico do time prejudicam esse entendimento. Claro, é necessário testar as atletas para se ter uma lista final. Mas, a partir de agora, o foco deve ser escalar a equipe perto do ideal e seguir esse caminho.
FONTE: GE




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