Segundo Eduardo Mansur, a celebração dos tricolores pela vitória é natural, mas a alegria do domingo, em algum momento, dará lugar ao mesmo ar de suspense que marca este início de temporada: é cedo para decretar o que será o Fluminense de 2023, mas é fato que o time ainda não reencontrou o nível de jogo de 2022.
O incômodo vascaíno com a derrota, em especial num momento do Carioca em que o time precisa de pontos, também é compreensível. Mas os 2 a 0 sofridos no Maracanã não refletem o jogo. O Vasco de Maurício Barbieri se adaptou a seus desfalques e às características do adversário e, mesmo sem ser espetacular, foi melhor na maior parte do duelo.
Cano já encaminhara a vitória do Fluminense com uma finalização típica de seu repertório: posicionamento às costas da marcação, na segunda trave, e o chute em um toque só com o pé direito. O que faria nos acréscimos, no entanto, não foi apenas um gol. De novo, deu só um toque na bola. Mas, desta vez, precisou se deslocar até ela para interceptar um passe ruim na saída de bola do Vasco. Sem contar o fato de que estava a uns 50 metros do gol e que ousou arriscar o chute, que encobriu Léo Jardim, com o “pé ruim”, o esquerdo. Por breves instantes, o Maracanã prendeu a respiração enquanto a bola fazia uma trajetória precisa até o gol. Um chute que não será esquecido.
FONTE: GE




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